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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

SUGESTÕES DE PROJETOS A SEREM REALIZADOS DURANTE O ANO


MARÇO
“Eu sou assim” (Projeto identidade/adaptação)
“Era uma casa muito engraçada” (Projeto Tipos de Moradias, lar e família)
“Planeta Àgua” (Projeto água)
“Patati Patatá” (Projeto Circo)
Início do outono

ABRIL
“ Conte um conto” (Projeto de incentivo a leitura)
“O coelhinho vem aí” (Projeto Páscoa)
“Vamos brincar de índio” (Projeto Índio/ diversidade)
“Por um mundo mais verde” (Projeto Meio Ambiente)
Dia 1º - dia da mentira – converse sobre o tema

MAIO
03 a 07: “Se as coisas fossem mães...” (Projeto Mães)
10 a 14 “O sanduíche da Maricota” (Projeto Alimentação)
17 a 21: “Reciclando idéias” (Projeto Reciclar, Reduzir e Reutilizar)
24 a 28: “Do meu corpinho eu cuido sim” (Projeto Saúde e Higiene Bucal e Corporal)

JUNHO
“Peixe Nemo e a sua turma” (Projeto Água e Animais Marinhos)
“Óia o arraia da Toca aí gente” (Projeto Festas Juninas)
“A tesourinha clact, clact” (Projeto Cores e Formas)
“Aprendendo com música e poesia” (Projeto musicalidade e cultura)
“Projeto Tarsila do Amaral” – (Projeto cultural releitura de obras)
Dia 1º Semana Mundial do Meio ambiente

JULHO
“A galinha ruiva” (Projeto Cooperação)
“Um amigo vale ouro” (Projeto Amigos para sempre) Dia 20 dia do amigo
“Lá na minha vovó...” (Projeto Avós) – Dia 26, dia da vovó
“ Eureca!!! (Projetos grandes inventores)
Dia 2 - Dia do bombeiro

AGOSTO
“Meu Pai, meu herói” (Projeto Pais)
“Coisas da nossa terra” (Projeto Folclore Brasileiro) Dia 22 – Dia do folclore
“Marcha Soldado” (Projeto Soldado) Dia 25- dia do soldado
Quem quer uma carona?” (Projeto Trânsito e os meios de transporte)

SETEMBRO
Projeto Meu Brasil verde e amarelo (Projeto Pátria)
Natureza, quem ama cuida (Projeto Ecologia)
Céu, sol, sul, terra e cor (Projeto )
Estação das flores (Projeto Primavera)
Motorista legal (Projeto Trânsito)

OUTUBRO
Amigo Bicho (Projeto animais)
O bom é ser Criança (Semana da Criança)
A turma do sítio gosta de ler (Projeto gostar de ler)
Bruxa Onilda vai a festa (Projeto Halloween)

NOVEMBRO
Marcha Soldado (Projeto Soldado) - Bandeira
Era uma vez... (Projeto incentivo a leitura)
Quem canta seus males espanta (Semana da música)
Menina bonita do laço de fita (Projeto diferenças)

DEZEMBRO
A família vem a escola (Projeto Família)
Natal é tempo de luz (Projeto Natal)
Vem chegando o verão... (Projeto verão)
Projeto Aprendendo com Jogos e brincadeiras

O Projeto Natal é tempo de luz, acontecerá durante toda a segunda semana e ainda durante todo mês de dezembro, paralelamente aos demais projetos.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Como definir a orientação didática no projeto político-pedagógico?

A função primordial da escola é possibilitar a seus alunos o acesso ao conhecimento escolar. Para isso, o conhecimento disponível é esquematizado, reestruturado, segmentado, simplificado, reconstruído, como meio de promover a sua apreensão pelos alunos. O trabalho escolar, portanto, é uma transposição didática do conhecimento formal em conhecimento escolar.1[1]
Assim, o professor é, de fato, um mediador na interação dos alunos com os objetos de conhecimento. A orientação didática que assume e os métodos que utiliza têm, pois, como finalidade, estimular a compreensão, generalização, transposição e aplicação de conceitos em situações diversas, de modo a permitir a solução de problemas, o levantamento de questões, a avaliação dos resultados de suas ações e a reconstrução do conhecimento em outros níveis – ou seja, promover a aprendizagem.2[2]
Contudo, não é isso o que vem ocorrendo na escola básica no Brasil. A má qualidade de formação do professor brasileiro3[3] não lhe fornece as condições para o exercício pleno do seu ofício, que é o de promover a aprendizagem dos seus alunos. Estudos realizados recentemente no Brasil sobre o cotidiano da sala de aula mostram, além da própria pobreza material e física das salas, o predomínio de práticas educativas rotineiras, repetitivas, centradas no professor e que utilizam a escrita pelo aluno (deveres de casa, cópia, exercícios escritos no caderno etc.) mais como um mecanismo de controle da disciplina do que como instrumento de efetiva aprendizagem. A própria organização da sala de aula, com a disposição das carteiras escolares em fileiras, revela a opção metodológica predominante entre os professores. A ausência de material didático rico e diversificado e a falta de conhecimento aprofundado dos conteúdos que ensina levam o professor, na maioria das vezes, a recorrer a práticas tradicionais e a banalizar a importância das atividades e das rotinas escolares.
Diante disso, é preciso que a equipe gestora, junto com a equipe escolar, discuta as opções didáticas4[4] a serem assumidas, promovendo os meios para que sejam postas em prática. Para isso, há, hoje, um conjunto de princípios educativos5[5] que vêm orientando as práticas pedagógicas contemporâneas. Veja alguns desses princípios: 
 
* Considerar o aluno como sujeito de sua própria aprendizagem.
* Reconhecer que o conhecimento é construído, progressivamente, através da atividade própria do aluno e também através das interações sociais, isto é, de aluno para aluno e entre o professor e os alunos.
* Superar a fragmentação do saber dividido em disciplinas, enfatizando a interdisciplinaridade dos conhecimentos e a construção integrada de saberes, competências e valores que perpassam, de forma transdisciplinar, o conjunto do saber-fazer escolar.
* Tomar as experiências e vivências do cotidiano do aluno como ponto de partida para as novas aprendizagens escolares.
* Organizar o trabalho escolar em torno de atividades que proporcionem o prazer de conhecer, o desejo de descobrir e de fazer e que estimulem o aprender a aprender.
* Respeitar a diversidade dos alunos, como pessoas e como membros de um determinado grupo étnico-cultural e socioeconômico.
* Estimular o desenvolvimento da autonomia do aluno, da sua participação na construção da vida escolar, através do incentivo ao trabalho em grupo e à aprendizagem cooperativa.
 
 
Como esses princípios podem ser concretizados na prática? Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental destacam algumas formas de concretização desses princípios. São eles:
A autonomia pode-se concretizar no trabalho em sala de aula, através de atividades que permitam ao aluno posicionar-se, elaborar projetos pessoais e participar enunciativa e cooperativamente de projetos coletivos, ter discernimento, organizar-se em função de metas eleitas, governar-se, participar da gestão de ações coletivas, estabelecer critérios e eleger princípios éticos, entre outros aspectos.
O respeito à diversidade tem a ver com o direito de todos os alunos realizarem as atividades fundamentais para o seu desenvolvimento e socialização. Sua concretização em sala de aula significa levar em conta fatores sociais, culturais e a história educativa de cada aluno, suas características pessoais de déficit sensorial, motor ou psíquico, ou de superdotação intelectual, dando-se especial atenção ao aluno que demonstrar a necessidade de resgatar a auto-estima.
O trabalho diversificado consiste no uso de diferentes exercícios, atividades, tarefas por grupos de alunos ou pequenos projetos, que vão permitindo a inserção de todos no trabalho escolar, independentemente dos diferentes níveis de conhecimento e experiência presentes entre os alunos de uma mesma classe. O princípio que deve orientar essa opção é o de quetodos os alunos são capazes de aprender, cada um no seu ritmo próprio e a partir de pontos diferentes, desde que lhe sejam dadas às condições para que isso ocorra.
A interação e a cooperação são princípios subjacentes à aprendizagem dos conteúdos escolares e à aprendizagem de formas de convivência escolar e social6[6]. Para sua concretização, a escola e os professores devem criar situações em que os alunos possam aprender a dialogar, a ouvir o outro e ajudá-lo, a pedir ajuda, aproveitar críticas, explicar um ponto de vista, coordenar ações para obter sucesso em uma tarefa conjunta.
A seleção de material deve ser variada e cuidadosa. Todo material é fonte de informação, mas nenhum deve ser utilizado com exclusividade. A escolha do livro didático pelo professor deve ser criteriosa e estar vinculada com as suas opções metodológicas. Além dos livros didáticos dos alunos e dos livros de literatura infanto-juvenil7[7], o professor deve recorrer a materiais diversificados como jornais, revistas, folhetos, propagandas, computadores, calculadoras, filmes, etc., que fazem o aluno sentir-se inserido no mundo à sua volta.
Não se pode perder de vista que as escolas devem ter autonomia para desenvolver o pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, conforme expresso no art. 3º, inciso III da LDBEN, quando se refere aos princípios e fins da educação nacional. Isso deixa para a escola um espaço de criatividade, iniciativa e experimentação que pode ser desenvolvido durante a construção, implementação, acompanhamento e avaliação de sua proposta pedagógica.

Extraído de Coordenação Pedagógica de Paratinga

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Tendências Pedagógicas

As tendências pedagógicas  são divididas em liberais e progressistas.



A pedagogia liberal acredita que a escola tem a função de preparar os indivíduos para desempenhar papéis sociais, baseadas nas aptidões individuais. Dessa forma, o indivíduo deve adaptar-se aos valores e normas da sociedade de classe, desenvolvendo sua cultura individual. Com isso as diferenças entre as classes sociais não são consideradas, já que, a escola não leva em consideração as desigualdades sociais. Existem quatro tendências pedagógicas liberais:

Tradicional: tem como objetivo a transmissão dos padrões, normas e modelos dominantes. Os conteúdos escolares são separados da realidade social e da capacidade cognitiva dos alunos, sendo impostos como verdade absoluta em que apenas o professor tem razão. Sua metodologia é baseada na memorização, o que contribui para uma aprendizagem mecânica, passiva e repetitiva. 

Renovada:  a educação escolar assume o propósito de levar o aluno a aprender e construir conhecimento, considerando as fases do seu desenvolvimento. Os conteúdos escolares passam a adequar-se aos interesses, ritmos e fases de raciocínio do aluno. Sua proposta metodológica tem como característica os experimentos e as pesquisas. O professor deixa de ser um mero expositor e assume o papel de elaborar situações desafiadoras da aprendizagem. A aprendizagem é construinda através de planejamentos e testes. O professor passa a respeitar e a atender as necessidades individuais dos alunos.

Renovada não-diretiva: há uma maior preocupação com o desenvolvimento da personalidade do aluno, com o autoconhecimento e com a realização pessoal. Os conteúdos escolares passam a ter significação pessoal, indo de encontro aos interesses e motivação do aluno. São incluídas atividades de sensibilidade, expressão e comunicação interpessoal, acentuando-se a importância dos trabalhos em grupos. Aprender torna-se um ato interno e intransferível. A relação professor-aluno passa a ser marcada pela afetividade.

Tecnicista: enfatiza a profissionalização e modela o individuo para integrá-lo ao modelo social vigente, tecnicista. Os conteúdos que ganham destaque são os objetivos e neutros. O professor administra os procedimentos didáticos, enquanto o aluno recebe as informações. O educador tem uma relação profissional e interpessoal com o aluno.

 
Já as tendências pedagógicas progressistas  analisam de forma critica as realidades sociais, cuja educação possibilita a compreensão da realidade histórico-social, explicando o papel do sujeito como um ser que constrói sua realidade. Ela assume um caráter pedagógico e político ao mesmo tempo. É divida em três tendências:

Libertadora:  o papel da educação é conscientizar para transformar a realidade e os conteúdos são extraídos da pratica social e cotidiana dos alunos. Os conteúdos pré-selecionados são vistos como uma invasão cultural. A metodologia é caracterizada pela problematizarão da experiência social em grupos de discussão. A relação do professor com o aluno é tida como horizontal em que ambos passam a fazer parte do ato de educar.

Libertaria: a escola propicia praticas democráticas, pois acredita que a consciência política resulta em conquistas sócias. Os conteúdos dão ênfase nas lutas sociais, cuja metodologia é está relacionada com a vivência grupal. O professor torna-se um orientador do grupo sem impor suas idéias e convicções.

Crítico-social dos conteúdos: a escola tem a tarefa de garantir a apropriação critica do conhecimento cientifico e universal, tornando-se uma arma de luta importante. A classe trabalhadora deve apropriar-se do saber. Adota o método dialético, esse que é visto como o responsável pelo confronto entre as experiências pessoais e o conteúdo transmitido na escola. O educando participa com suas experiências e o professor com sua visão da realidade.


Referências bibliográficas: 
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública: a pedagogia crítica-social dos conteúdos. 8. ed. São Paulo: Loyola, 1989.
SAVIANI. Dermeval. Escola e democracia. 31 ed. Campinas: Autores Associados, 1997.

   Por Emanuelle Oliveira      
http://www.infoescola.com/pedagogia/tendencias-pedagogicas/

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Projeto Indisciplina na Escola

Ética se ensina com exemplos.
Justificativa:

A sociedade atual passa por profundas transformações em todos os seus segmentos: família, escola, mídia, mundo do trabalho, etc. Tais transformações foram exigindo mudanças nas relações interpessoais, o que justifica a escola discutir a postura ética que permeia a prática docente.
Também no contexto Paratinguese, como nas demais partes do mundo, toda a comunidade escolar sofre com os altos índices de indisciplina na sala de aula. Em muitos casos evoluindo para atos infracionais. Entendendo-se que é papel da escola promover o convívio harmônico tanto dentro da escola, como na sua relação com a comunidade local, detectando-se que isto não está ocorrendo, a intervenção de todos os envolvidos no processo educacional é urgente e necessária. Incluindo, portanto, a Secretaria Municipal de Educação, toda comunidade escolar e a sociedade civil.  
Deste ponto de vista espera-se discutir o conceito de indisciplina, e como tratar a indisciplina na sala de aula fundamentando-se em teóricos como Celso Vasconcelos, e outros. Apontam os referidos teóricos, além do volume 8 dos PCNs que os princípios éticos, respeito mútuo, diálogo, cooperação devem ser trabalhados na sala de aula e se não podem resolver, ao menos atenuam e muito as situações de conflitos na escola. Isso se deve ao fato de que busca-se discutir e resolver coletivamente as causas dos conflitos e não apenas o conflito isolado.
Partindo destes pressupostos é que se deseja abandonar velhas explicações para a indisciplina na escola e o fracasso escolar tais como as mencionadas por Aquino:   
- histórica: "ensino organizado e de boa qualidade é para poucos, assim como o de antigamente"; - cultural: "a carência (ou a abundância) socioeconômica, logo cultural, é um impeditivo para a ação pedagógica"; - psicológica: "há necessariamente pré-requisitos morais e/ou cognitivos para o bom aproveitamento escolar". (p.12)
Conforme o Ministério Público:
“Ato de indisciplina é aquele comportamento que, embora não constitua crime, ou contravenção penal, compromete a convivência e a ordem no ambiente escolar. Deve estar previsto no regimento interno do estabelecimento de ensino e solucionados no âmbito da própria entidade educacional.
Ato infracional é toda a conduta prevista como crime ou contravenção penal, dentro do ordenamento jurídico pátrio.”

A indisciplina na escola é sem dúvida um grande desafio para todos. Não há respostas absolutas, nem receitas milagrosas. Há  contudo, o desejo de tentar o que não foi experimentado e persistir. 

Objetivos:
- Promover momentos em que todos os docentes  reflitam sua própria postura pedagógica.
- Discutir com toda a comunidade escolar a importância de vivenciarem relações interpessoais  sadias.
- Construir coletivamente e implementar o regimento da escola.
- Direcionar a atuação da comunidade escolar diante das situações de indisciplina dos alunos.
- Discutir o conceito de ética e cidadania com os alunos nas diversas modalidades de ensino.

Público alvo: Professores, alunos, diretores, coordenadores, e demais membros da comunidade escolar.
Conteúdos: - Ética , Valores, Indisciplina
Tempo Previsto: O projeto deve acontecer na II Unidade, porém algumas atividades precisam ocorrer o ano todo.
Desenvolvimento:
O projeto está dividido em etapas que visam o aprofundamento da discussão, pois não se trata de uma temática de resolução imediata, mas que exige vivência e reflexão coletiva, cada membro da comunidade escolar fazendo sua parte.
Cada etapa exigirá da escola um planejamento. O tempo entre uma etapa e outra ficará a critério da escola.
1ª Etapa: Ler sobre indisciplina, assistir vídeos e discutir com os coordenadores externos e diretores durante as reuniões. Os textos utilizados serão: Estratégias para motivar os alunos para a disciplina, 20 passos para combater a indisciplina, e outros.
O vídeo: Gestão de sala de aula, de Celso Antunes deverá oportunizar a discussão.
2 ª Etapa:
1º Momento:  O coordenador externo e o diretor deverão realizar na escola reunião  para discutir essa temática com o objetivo de sensibilizar toda a comunidade escolar para o problema. De preferência utilizar um respaldo teórico. Pode ser o mesmo que utilizamos na primeira etapa.
2º Momento: Planejar a próxima etapa em sua escola, com a abertura do projeto. Convocar toda a comunidade escolar (porteiros, auxiliares operacionais e demais funcionários) para participar do planejamento e execução.  

3 ª Etapa: Trabalhar na sala de aula o conceito de ética e cidadania. Cada professor pode fazer isso numa turma, independente de sua disciplina. ( Ver PCNs volume 8, ou outro material).
Sugestão de atividades:
1.    Sugere-se o livro “ A Semente da Verdade ” para a introdução do tema. Propor a leitura, rodas de conversa, recontação da história, dramatizações, produção de novas histórias, etc. ( Quem não encontrar o livro pode copiar o texto do nosso blog. Também disponibilizamos para utilizar no datashow, pegar com os coordenadores.)
No nosso blog você encontrará o vídeo da história, indicado para alunos do Fundamental 2, E. Médio e EJA.. Ou você pode ir lendo o conto mostrando-o em formato PDF. O melhor mesmo é encontrar o livro. Muitas escolas o receberam em 2007. Também colocamos sugestões de atividades. 
2.    Para o E.F.II, E.M. e EJA sugere-se também o vídeo: Série Especial: Moral e ética para propiciar a discussão.
3.    Selecionar dinâmicas que trabalhem o respeito mútuo, colaboração, etc. (Ver dinâmicas sugeridas no blog). Deve ser feito em todas as modalidades.
4.    Selecionar jogos e atividades mais lúdicas para trabalhar o conteúdo específico planejado para a semana. Lembrando que o jogo necessita de regras, e aprender a cumprí-las é uma questão de ética.
5.    O grupo pode sugerir e escolher outros livros e vídeos disponíveis, que possam auxiliar a reflexão da temática.
6.    Pedir que os alunos observem durante uma semana tudo o que ocorre no cotidiano da escola, na entrada, no pátio, no recreio, nas aulas, na saída. Pedir que sejam anotadas as ações que são éticas e as que são antiéticas. Depois discutir com os alunos, de forma organizada, (assembleia) porque estas  acontecem e o que pode ser feito para diminuir as ações antiéticas. Os alunos do E. F.I podem apenas listá-los. Do E.F.II, E.M. e EJA podem fazer em forma de relatório. (Pode ser realizado por equipe).  Este material deve ser discutido na 5 etapa.
7.    Pedir aos professores para elencar quais os tipos de situações que ocorrem na escola, e qual a frequência, para que se possam enquadrar as situações no conceito de indisciplina ou de ato infracional. Este material deve ser discutido na 5 etapa nas assembleias, também deve ser apresentados aos alunos.  

4 ª Etapa: Sugestões de atividades para as diversas disciplinas.  

Ainda que não se percebam os resultados  imediatos a escola já deve estar envolvida com a problemática. É hora de estimular o grupo ainda mais. As discussões vão contagiar os últimos resistentes! Mãos à obra!
- Planejar durante as reuniões de AC estratégias metodológicas como: exibição de vídeos, palestras, dinâmicas, seminários e peças teatrais sobre ética e valores humanos. (Os alunos podem realizar estes seminários e peças teatrais com a devida orientação dos profs.).
Sugere-se :  
No ensino fundamental 1 – Leitura do livro. Falando de Convivência. Propor atividades relacionadas ao texto. (Ver sugestões).
No (E.F.II e E.M  e EJA ) realizar debates com temas como:  
Você acha que um adolescente de 12 anos que cometeu um crime, pode ser punido, como acontece nos EUA?
No Brasil está em discussão a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Você é contra ou a favor?
- O professor também pode levar para a aula um sóciodrama nas quais apareçam situações de conflito para serem analisadas pelo grupo.
Por exemplo: Um aluno chamou uma menina de suja e fedida e por isso ela não podia sentar naquela fila. A colega ficou sem graça. Estavam presentes outros alunos. Qual deveria ser a atitude dos que viram a cena? Discutir. (Para qualquer modalidade).
- É ético fazer “ zoação” brincadeiras, ofensas, etc atingindo pessoas conhecidas pelo grupo por meio de desenhos, pichações ou pela internet ?  Você já acessou alguma  página dessas? 
- Discutir o que é humor, o que é violência simbólica (Bulling), e o que é crime de calúnia e difamação em ambiente virtual. Ou ainda se apropriar de senhas e dados de computador alheio. ( Lei Carolina Dieckmann.)
O professor de língua portuguesa deve aproveitar a oportunidade para promover a construção de artigos de opinião, (E.F.II e E.M  e EJA ) e de dissertações no (E. F.I ).

5 ª Etapa:
Realizar votações para escolha de representantes de turma.
Realizar na escola assembleias a fim de definirem coletivamente regras da escola e as penalidades em consequências do não cumprimento das mesmas. ( Ter cuidado com a escolha da penalidade de modo que não fira as proposições do ECA, LDB, etc ). 
Realizar assembleia com os pais dos alunos com a aprovação final do regimento da escola. (Caso já exista o documento, deve-se acrescentar o que foi decido coletivamente e apresentá-lo aos pais, para que seja validado.) Este procedimento deve ser registrado em ata.

Avaliação:
Todo o processo percorrido deverá ser analisado, discutido em cada comunidade escolar, e também nos encontros pedagógicos com os coordenadores e com diretores. A participação do aluno precisa ser avaliada pelos professores com critérios por eles estabelecidos.

Referências:
PCNs, Parâmetros Curriculares Nacionais. Secretaria de Educação. Volume 8. Ética. Brasília, 2001.
AQUINO. G. J. A questão da Ética no contexto escolar. Disponível em: http://www.senac.br/BTS/251/boltec251a.htm
Ministério Público do Estado de Goiás. Disponível em:http://www.mp.go.gov.br/portalweb/hp/8/docs/o_ato_de_indisciplina_como_proceder.pdf

Texto: coordenação pedagógica de Paratinga

domingo, 22 de outubro de 2017

Resumo do filme "Entre os muros da escola: conselho de classe"

O trecho do filme "Entre os Muros da Escola" apresenta o conselho de classe dos professores com a participação das alunas representantes da turma.

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em 2008 o filme mostra o confronto entre alunos e professor, um recorte da realidade atual do ensino, tanto na França quanto no Brasil.

O trecho permite refletir a respeito das práticas no conselho de classe, bem como as atitudes tomadas pelos professores no combate à indisciplina e à recuperação dos alunos.

Observa-se que os professores discutem embasados em suas diferentes concepções de avaliação. Um professor mantém o foco naquilo que o aluno apresenta de bom, ao passo que outros se detém no comportamento inadequado dos alunos.

E na sua escola, como ocorrerá o conselho de classe? Qual a sua concepção de avaliação? Essa discussão foi realizada no Encontro dos Coordenadores Pedagógicos.


Ficha técnica: (Entre les Murs), Drama, França, 128min, 2007. Direção Laurent Cantet.

sábado, 21 de outubro de 2017

Reflexão do texto "Culpado ou Inocente"

Conta uma antiga lenda que na Idade Média um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.
Na verdade, o autor do crime era pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento se procurou um “bode expiatório” para acobertar o verdadeiro assassino. O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca.
Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história. O juiz, que também foi comprado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que este provasse sua inocência.
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro pedaço a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidirá seu destino – determinou o juiz.
Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance de o acusado se livrar da forca. Não havia alternativas para o pobre homem.
O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um.
O homem pensou alguns segundos e, pressentindo a “vibração”, aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e engoliu.
Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.
- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber o seu veredicto?
- É muito fácil. – respondeu o homem – Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o contrário. Imediatamente o homem foi liberado.

MORAL DA HISTORIA: Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar até o último momento. Saiba que, para qualquer problema, há sempre uma saída. Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar. Vá em frente apesar de tudo e de todos, creia que pode conseguir. 

Reflexão:

Quantas vezes nossa avaliação também se assemelha a um julgamento de "cartas marcadas"? 
O aluno consegue driblar esta situação? Como?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Sugestões de atividades para projetos de leitura para Educação Infantil e Ensino Fundamental anos iniciais

  • Escolher um literato como patrono da turma, colocando o nome dele na porta da sala. O professor trabalhará com os alunos sua biografia e obra.
    • Montar cantinhos de leitura nas escolas que não possuem biblioteca.
  • Colocar lembretes, cartazes, poesias, em todos os ambientes da escola.
  • Propor momentos de leitura que envolvam a escola inteira. Todos param o que estão fazendo para alguns minutos de leitura.
  • Baú de leitura: A escola deverá organizar uma caixa de livros, resultantes de uma campanha. Cada dia ela pode passar em uma sala.
  • Reconto – a classe escolhe uma história conhecida, ou que foi lida e reconta mudando o roteiro da mesma. Pode ser feito individualmente ou o professor escreve o que os alunos contam (quando as crianças ainda não escrevem). Com as histórias recontadas pode-se montar um livro e apresentá-lo no encerramento do projeto.

  • Livros 5 estrelas – pedir as crianças que pensem num livro que gostem e queiram recomendar à outra classe. Se não souberem escrever, o professor escreve. Ex: a turma A indica o Livro tal para a turma C.

  • Hora da leitura - leitura diária de diversos gêneros textuais. Pode ser realizado no momento da rodinha. A leitura pode ser feita pelo professor ou por um aluno;

  • Divulgação com arte – confeccionar meios de divulgação do projeto e das atividades realizadas utilizando desenhos, pintura, colagem, montagem, etc.

  • Dia da leitura (semanal) – pedir aos alunos que tragam de casa material de leitura de interesse ou oferecer gêneros variados como: poesia, piada, conto, literatura, textos informativos, historias em quadrinhos, etc. planejar um momento específico e preparar o ambiente para a leitura. 

  • Palanque de leitura – lugar para as crianças partilharem as partes da leitura que mais gostou;

  • Troca- troca de leitura – leitura individual e depois relato oral sobre o texto lido. Pode ser preparado um palco para essa atividade;

  • Modernização de histórias tradicionais – instigar a imaginação dos alunos pedindo que coloquem nas histórias clássicas objetos modernos. Ex: Pedir que coloquem na história de chapeuzinho vermelho um computador. Essas produções também podem ser utilizadas no livro de histórias dos alunos;

  • Ilustrando poesia - o professor ler os versos com entusiasmo e entonação, depois incentiva o diálogo com o texto e logo após pede para ilustrarem. Pode ser montado um livro de poesias utilizando os textos ilustrados pelos alunos;

  • Pequenos leitores – disponibilizar livros e material de leitura diversificado na sala, incentivar as crianças a escolher um livro para ler, depois pedir que algumas crianças partilhem o que leu. Essa atividade pode ser realizada também com as crianças que ainda não lêem convencionalmente;

  • Vamos ler? – os alunos levam livros para casa nos finais de semana para que os familiares possam ler para eles ou ler com eles e depois socializa a leitura com a turma na escola;

  • Caminhada da leitura – pedir às crianças que observem e leiam, no percurso até a escola, tudo o que estiver escrito no ambiente: placas , nomes de lojas, nomes de ruas, etc. Na escola fazer um cartaz com alguns nomes que as crianças observaram. (quando a criança ainda não ler, pedir ao adulto que a acompanha que leia para ela);

  • Leitura de rótulos – pedir que as crianças tragam de casa vários tipos de rótulos. Observar com elas as cores, os desenhos e onde há letras e números. Classificar os rótulos de acordo com a utilidade e expor na sala. Ex: em produtos de limpeza, de higiene, alimentos, etc.

  • Texto memorizado – escrever uma parlenda ou trava-língua numa folha de cartolina, ler com a classe para que brinquem com o texto e decorem;

  • Sequência correta - recortar as frases de um texto  e entregá-lo  aos alunos para que leiam e colem na sequência correta;

  • Música e leitura – trabalhar a letra da música, leitura do texto e a melodia;

  • Teatro de leitura – dramatização de histórias lidas ou construídas pelo grupo utilizando fantoches;

  • Caderno coletivo de leitura – o professor sorteia o aluno que vai levar para casa o caderno onde serão registradas as leituras. O aluno sorteado escreve ou desenha o que mais gostou na leitura. Cada folha do caderno deve conter espaços reservados para ser escrito o nome da obra, autor, data da leitura, nome do leitor e texto ou desenho deste sobre o que leu;

  • Curtindo leituras – momento coletivo em que alunos, professores, diretor, coordenador, operacional, porteiro serão convidados a partilhar as leituras realizadas;

  • Leitura compartilhada – cada aluno Lê uma parte do livro, no final todos, ou quase todos terão participado;

  • Ficha de leitura – destinada ao registro individual das leituras feitas pelos alunos. Deverá ser arquivada na turma e divulgada para outros grupos;

  • Passaporte de leitura – espécie de carteirinha onde serão marcados os livros lidos com uma resumida ficha de leitura;

  • Propaganda de leitura – as crianças divulgam e indicam leituras através de resenhas expostas no mural da escola. Deve ser contada parte da história de forma que o leitor sinta-se instigado a ler a obra inteira;

  • Sala de leitura – organizar nas escolas que não têm biblioteca para que os alunos possam tomar livros emprestados para ler em casa;

  • Avental de histórias – confeccionar aventais com cenário das histórias e dedoches dos personagens.

                Feira de leitura – pode ser realizada na culminância do projeto, com exposição das produções das crianças, dramatizações realizadas durante os trabalhos, etc.